terça-feira, 28 de julho de 2009

Plantão

O próprio nome já diz tudo!
É ficar plantado em algum local como um vegetal, faça chuva ou faça sol, até a chegada da rendição, que sempre atrasa!
Nesses meus anos de trabalho já peguei alguns memoráveis.
A invasão dos sem-teto ao terreno da VW, onde morreu o fotógrafo La Costa e o então Deputado Greenhalgh fez um discurso dizendo que a imprensa era inimiga do movimento (O detalhe é que nesse momento eu gravava bem no meio dos manifestantes). Resultado, me mostraram um revólver e tive de ser escoltado até o lado de fora do terreno invadido. Obrigado Greenhalgh!
A greve de alunos na USP. Alunos em greve, essa é boa! Até hoje não sei o que eles reinvidicavam, acho que nem eles! Uma passagem interessante desse plantão é que quase apanhei dos "grevistas" (Como podem ver, dou "sorte" em meus plantões!) Tudo porque um deles se sentiu ofendido por eu estar gravando no local enquanto ele fumava um baseado em frente a reitoria invadida.
Teve a queda do avião em Congonhas, que me renderam quatro dias sem dormir, meu record!
O Terrível caso Nardoni (Esse não gosto nem de comentar!), a morte do ACM, as crianças esquartejadas em Ribeirão Pires...
Mas geralmente os plantões não são tão longos quanto os citados.
Alguns dias atráz fiz um interessante, de apenas algumas horas, mas que chegou a ser cômico.
Uma mulher e seus filhos estariam sendo feitos reféns pelo marido e pai das crianças, sem que ainda tivesse feito qualquer exigência.
Lá estavamos nós, em frente a uma casa cercada por policiais, na garoa por horas, esperando. Após algum tempo a sequestrada e as crianças escapam pela janela do quarto. Quando a polícia se prepara para arrombar a porta, percebem que ela está destrancada e entram na residência... Suspense!
__A casa está vazia!
Anuncia o soldado.
Quaiz! Quaiz! Quaiz!
A história era essa:
A mulher chega tarde em casa e seu marido ciumento briga com ela, dando-lhe um tapa. Ela se tranca no quarto com os filhos. Nervoso, o marido bate na porta pedindo que seja aberta, as batidas cessam. A mulher liga para a irmã que chama a polícia. Mas o marido não está mais em casa, saiu para tomar umas cervejas e esfriar a cabeça. Ou seja, a mulher podia ter saído do quarto (onde ela mesmo se trancou) e recebido a polícia pela porta da frente!
Não havia matéria, só uma mulher envergonhada com o rumo que as coisas haviam tomado, alguns jornalistas molhados e um marido que tomaria um baita susto quando chegasse em casa!

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